domingo, 21 de outubro de 2012

A meia maratona de Toledo 2012 e a felicidade imediata

Depois de fazer apenas a minha segunda meia maratona, posso dizer que definitivamente os 21,095 km da meia maratona são os que proporcionam a maior felicidade IMEDIATA.
Toledo, 14 de Outubro de 2012

A primeira meia maratona que completei foi a 1a Meia Maratona de Maringá - PR em 2008 e a segunda foi agora dia 14 de Outubro de 2012 a 11a Meia Maratona de Toledo - PR. Ambas foram o oposto em termos de desempenho.A meia maratona de 2008 foi a melhor corrida da minha vida, nela consegui estabelecer minha melhor marca nos 10 km e nos 21 km com um ritmo médio de 4:31/km. Agora em 2012 consegui meus pior tempo e colocação, fiz os 21 km com um ritmo médio de 6:46/km e fiquei em penúltimo lugar geral e mesmo assim fiquei tão feliz quanto em 2008.

E porque tanta felicidade?

A resposta não é simples, mas vou tentar identificar os fatores que podem ter contribuído para tanta  felicidade.

A distância de 21 km é uma distância considerável e representa um desafio mesmo para quem está acostumado a correr provas de 10 km, então completar essa distância deixa qualquer corredor orgulhoso, visto que a maioria nunca tentou correr uma distância tão grande.

Ao mesmo tempo em que é uma distância grande, os 21 km são relativamente menos imprevisíveis do que os 42 km de uma Maratona. Normalmente não se vê tanta gente passando mal em uma meia maratona quanto se vê em uma maratona. Na meia maratona a maioria das pessoas que entram conseguem completar a prova e completam bem em até 2 h após a largada. Isso evita casos de desidratação grave, câimbras, glicose em níveis extremamente baixos, calor excessivo, pressão baixa e outras armadilhas que são típicas de provas maiores e fazem muita gente não conseguir completar a prova. Na meia tem até atleta que completa a prova mesmo debilitado de alguma forma.
(Pessoalmente não concordo com esses extremismos de correr debilitado, mas mesmo assim parabéns por completar a meia)
Veja a foto abaixo:

Veja esse exemplo de atleta extremo completando a meia com uma tipoia.



Ao completar os 21 km, mesmo com uma quebra de recorde pessoal você ainda chega com alguma disposição e não fica tão quebrado e exausto quanto em distâncias maiores. Você tem tempo e disposição para aproveitar tudo da prova.

Completar uma meia maratona não credencia você a correr uma maratona com o mesmo treinamento ou nenhum treinamento adicional. Mas deixa claro que você é um corredor de longas distâncias e faz você pensar seriamente em correr uma maratona. Dá uma confiança grande para novos desafios.

Esse é o caso do nosso amigo Paulo que ao completar a meia de Toledo já veio na viagem pensando em fazer uma maratona em 2013 ou no começo de 2014.

Paulo é o N. 307 e completou bem sua primeira meia maratona atingindo seu objetivo de tempo.


A meia maratona proporciona boas chances de pódium e estreias com bom tempo. Mas nem tudo é tão fácil assim. Esse é o caso da nossa amiga Karina que ficou em segundo lugar na categoria. Ela contou que foi para a sua primeira meia com apenas alguns longos de 15 km que ela já era totalmente acostumada a fazer e um longo de 18 km.

"É como se eu soubesse que eu conseguiria..mas havia sempre uma incerteza durante o caminho...
Fiquei extremamente feliz e o melhor de tudo foi pensar depois: Nossa, eu fui capaz de fazer isso. Eu Fiz!"( Karina Alves)

Karina Alves foi super bem em na estréia nos 21 km e ficou em segundo Lugar.



A distância de 21 km é tão bacana que o nosso amigo Luiz, apelidado carinhosamente de Coiote está até pensando em se especializar só nas provas de meia maratona. Segundo o Coiote, a distância é grande mas não exige um treino tão longo e específico quanto o da maratona e ele ainda disse que pode continuar participando bem das corridas de 10 km.

Luiz N.261 e  Marizete Rezende N. 55 que já foi a grande campeã da Tradicional São Silvestre.


Luiz on his way to run a fast half marathon. Congratulations guy!


Algo que considero muito importantes para tanta felicidade depois da meia maratona é o clima em que entrei nas duas corridas.Nas duas oportunidades fui sem pressão para baixar tempo. Em 2008 estava treinando para outra corrida e a meia foi parte do treinamento. Em 2012 a Meia Maratona de Toledo foi a minha volta aos treinos longos, depois de 3 anos sem fazer um treino de mais de 20 km eu passei para o lado dos que estavam na dúvida se iriam completar ou não os 21 km. Completar sem dor e sem sofrer e principalmente voltar a competir contribuíram para uma felicidade imediata.

Eu e a Professora Kelly que me incentivou até o final. Valeu Kelly!



Além disso tudo você tem a oportunidade de ver e correr junto com grandes atletas que resolvem aparecer. Esse é o caso dos amigos que tiveram a oportunidade de correr bem próximo do nosso atleta multi-olímpico, o gaúcho Diamantino dos Santos.

N. 274 Marcos, N. 240 Moura e N. 145 Diamantino dos Santos


Diamantino e Sandro, logo em seguida, que fez um  personal best nos 21km de Toledo. 

A conclusão é que ao completar a meia maratona, os fatores como distância, desafio, interação com os amigos e pela própria fisiologia humana sempre vão nos deixar com uma felicidade enorme. E o melhor de tudo é que com a meia maratona a felicidade é imediata.

Abaixo segue um link com mais de 700 fotos em vários locais da prova.

As fotos ficaram com qualidade baixa devido ao equipamento não profissional. Mas essas fotos capturam a essência desse evento que é uma corrida de rua de verdade. Meu muito obrigado ao fotografo e treinador!!!

Com destaques para as seguintes fotos:

Ilda Segundo geral! Parabéns!

Adelbal, sempre competindo forte.

Barbosa 691, de laranja sempre dando trabalho na ponta.
Maringaense na cola!

Paulista esforçada, parabéns Elenice!


Rivaldo 324, humorista e corredor! hauhauhauhauauha kkkk

Keila competindo bem!

Maringaense, passou mal e completou! Loucura não faça mais isso ; )

Edimilson 153. Olha a felicidade, nem parece que tá correndo.

Sr. Carlos um veterano de poucas palavras e muita canela.

Zezinho. Veterano com tempos incríveis.

Concentração total! Gostei de ver. Parabéns Daniela Kieling!

209 Ivo. Incansável apoiando a turma na chegada.
Link com todas as fotos:
https://picasaweb.google.com/anderson64/MeiaMaratonaDeToledo2012

Só para constar os resultados estão aqui.

É isso, deixe seu comentário!

domingo, 23 de setembro de 2012

Inspiração para correr

Um comercial, quando bem feito é uma arte. Os comerciais tornam-se um tipo de super curta-metragem e com as vantagens de serem mais fáceis de se lembrar, de compartilhar e de poder rever muitas vezes.
Abaixo estão algum que gostei, os primeiros são mais novos. Enjoy!

A campanha da Nike: Find your greatness. Que traduzindo ficaria algo como: Encontre sua grandeza é incrível.

*vários desses vídeos tem legenda em português.

Ultramaratona: Do que a grandeza não precisa?


O que é correr uma maratona?



A grandeza é uma coisa assustadora, até ela não ser mais!


Esse é uma propaganda da marinha americana. Representa toda a fissura, loucura e desejo incontrolável de sair e treinar. Quem já fez isso vai entender!


Esses 2 vídeos seguintes juntam o melhor da música com imagens de atletas. Vários riffs do The Rolling Stones no primeiro e uma música do The Killers no segundo.


E para terminar bem um AC/DC mostando bem aqueles dias que dá uma preguiça de levantar pela manhã para fazer um treino.



Minha lista ficou muito cheia de propagandas da Nike, se você conhece alguma outra propaganda incrível deixe nos comentários!

"Pensamentos definem, escolhas determinam." 


domingo, 2 de setembro de 2012

Alan Fonteles um monstro nos 200m.


Rage! Rage! Rage!!!! Alan Fonteles acaba com a festa no estádio olímpico em Londres.
Depois de ouvir do sul-africano que ele estaria sendo beneficiado por uma mudança na altura da prótese, o brasileiro Alan Fonteles começa uma final perdendo feio e termina vitorioso e calando um estádio inteiro que estava torcendo para Oscar Pistorius. Detalhe que as mudanças feitas estão todas dentro do regulamento e a tecnologia usada é a mesma para todos.

Alan Fonteles vencendo a prova dos 200m

Alan Fonteles campeão dos 200m é BRA-SIL!
Link com uma reportagem e um vídeo

Fica aqui a minha crítica aos péssimos canais da TV brasileira. Nenhum canal aberto transmitindo o evento.

Terezinha Guilhermina ajuda o Brasil a detonar nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012.

O atletismo é emocionante! E hoje não foi pouca a emoção ao ver as conquistas dos brasileiros nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012.

Na prova dos 200m para mulheres na categoria T11 (deficiência visual com perda visual  acima de 95%) Tivemos um podium com a Terezinha Guilhermina em primeiro, com o tempo de 24s82, que ainda garantiu um record paralímpico. Ainda tivemos mais 2 brasileiras na final, Jeruza Geber Santos que garantiu a prata e Jhulia Santos ficando com o segundo lugar e o quarto respectivamente. 
Parabéns as atletas do Brasil e aos guias, que estão ali só como guia mas se não trabalharem direito podem acabar atrapalhando.


Terezinha Guilhermina + Guilheme Soares (esq.),  Fábio Silva + Jhulia Santos (dir.)
Como essa entrevista não está em lugar nenhum vale o registro de uma entrevista que a Terezinha gentilmente me concedeu em 2009 (matéria completa):

Terezinha Guilhermina,medalha de ouro nos 200m, prata nos 100m e bronze nos 400m nos Jogos Para-olímpicos de Beijing 2008, recordista mundial nos 100m com 12'27, 400m com 56s14 esteve em Maringá participando da II Corrida "Dia internacional da Mulher".

A atleta, que compete sempre na categoria T11 correu 3 km na categoria geral, junto com seu guia (Jorge Luíz Silva de Souza) o Chocolate, ficando com o terceiro lugar em uma prova de rua, que não é especialidade de velocistas como ela, sem contar o calor e umidade elevadas do dia.



Abaixo Segue uma entrevista com a Guilhermina:
Pergunta 1 - Em que cidade você mora e treina atualmente?
- Estou morando apartir deste ano em Maringá. 

Pergunta 2 - Você começou a correr em 2000, você poderia contar um pouco dessa historia aqui?
- Tinha uma equipe de atletismo e de natação em Betim/MG. Porém eu havia me inscrito para nadar, já que não tinha tênis, mas, tinha maiô. Por ter vontade de correr, acabei dizendo para minha irmã, e ela me deu o tênis e até hoje estou correndo.

Pergunta 3 - Com uma carreira vitoriosa e cheia de conquistas como a sua, o que você ainda pensa em alcançar e o que mantem você motivada?
- Sou realizada como atleta, mas, ainda quero conquistar marcas, como correr 100 abaixo de 12 segundos.

Pergunta 4 - Porque você resolveu participar da Segunda Corrida Dia Internacional da Mulher?
- Estou saindo da base, e correr esta metragem foi um bom termômetro para saber como estou agora.

Pergunta 5 - O que achou a Segunda Corrida "Dia Internacional da Mulher"?
- Maravilhosa, e muito especial, nunca tinha corrido dessa maneira ou seja, em uma corrida que também me homenageava, já que sou mulher.
- Me senti muito feliz ao poder competir junto com as atletas convencionais, e toda a organização do evento aumentou ainda mais, esta felicidade.

Pergunta 6 - Você pensa ou já pensou em competir em outras modalidades do atletismo, quais?
- Sim, gosto da idéia de competir , provas mais longas como 5000m, mas, falta coragem para o treinamento.

Pergunta 7 - Com uma experiência dessa em uma corrida de rua em uma distância maior do que você geralmente compete, não surge uma vontade de competir em provas maiores  como 10km e Maratona?

- Sim não só penso, como já decidir que a última prova da minha carreira, vai ser uma maratona.
Até lá eu arranjo coragem!

Pergunta 8 - O que você pensa quando está em uma competição na linha de largada ao lado da Adria Santos?
- Penso que todas as atletas que estão, ao meu lado, querem o mesmo que eu. E, por isso tenho que fazer o meu melhor.

Pergunta 9 - Aproveitando para educar um pouco a todos. Quais são as principais atitudes das pessoas que mais incomodam quem tem algum tipo de deficiência visual? Como as pessoas devem agir?
- Imagino, que o pior, que pode acontecer, é ser ignorada por ser um pouco diferente da maioria.
- Minha sugestão é que todas pessoas se lembrem que antes de qualquer coisa, somos tão humanos quanto elas.
- Acredito, que as pessoas, deveriam sempre se colocar no lugar das outras, e, não rotularem. Já que o nome é um substantivo, especial que não precisa de predicados.
- Antes de sermos deficientes, somos seres humanos, como qualquer pessoa .

Pergunta 10 - O termo cego é amplamente usado em inglês (blind), aqui no Brasil é pejorativo chamar uma pessoa de cego? Como devemos chamar?

- Embora seja amplamente ultilizado este termo, não rotula tanto quanto o termo cego. Em especial aqui no Brasil.
- Acho que melhor termo a ser usado, é "deficiente visual" pois, uma pessoa com dificuldade de ver, pode usar bengala e não gostar de ser chamado de cego só porque está identificado como tendo uma deficiência visual.
- Além do mais, cego diz que a pessoa não vê nada, e talvez ela ainda possa ver um pouco, mas, se sente mais  segura em usar a bengala. 

Link com uma reportagem com um vídeo da prova dos 200m. 

domingo, 19 de agosto de 2012

O que é Runner's Rage!?

Faz tempo que tenho vontade de escrever sobre corrida de rua e esse é o começo. Espero que gostem!

Em primeiro lugar, vou tentar explicar o nome do blog: RUNNER'S RAGE.

Runner, como todo mundo sabe, é a palavra em inglês para corredor. Já a palavra RAGE não cabe em uma tradução simples em português. Se coubesse, a palavra mais aproximada acredito que seria: fúria.Vou tentar narrar uma história para que você possa entender mais sobre a RUNNER' S RAGE.

Em 2007, resolvi participar de uma corrida de 10km (33a Prova Rústica Tiradentes em Maringá-PR). Naquela época eu não sabia quase nada de corrida, só sabia que deveria manter um ritmo constante para poder terminar a prova. O meu treino era de quem queria perder peso em academia e nesse treino, às sextas, o programa era fazer 1h de exercício aeróbico na esteira.

Chegando perto da data da prova, o pessoal da academia resolveu fazer uma camiseta para participarmos da prova representando a academia. Topei usar a camiseta e participar da corrida, assim como mais uns 7 ou 8 alunos. O simples fato de usar uma camiseta igual despertou uma certa competitividade em mim, já que seria possível identificar os alunos da academia durante a corrida. Resolvi que iria ganhar a corrida deles, mesmo sem declarar isso para ninguém.


Márcia Narloch - Venceu a Prova Rústica Tiradentes em 2007.

Foi tudo tranquilo até o dia da prova, antes do tiro de largada. Na hora do tiro, meu coração disparou, não tinha dado nenhum passo ainda e meu coração pulsava mais do que o normal. Começando a correr, me acalmei um pouco e consegui estabelecer um ritmo que eu achei que seria adequado para ganhar do pessoal da academia e conseguir completar a prova. Demorou um pouco, mas consegui ultrapassar o primeiro lá no km 3 da prova. Depois disso, o objetivo era buscar o segundo, terceiro,..., até o oitavo ou sétimo da turma da academia.

Isso foi acontecendo, cada vez que eu via uma camiseta com o nome da academia, a minha reação era fazer mais força, fechar as mãos mais forte e correr mais até passar a pessoa.

Vanderlei Cordeiro - Venceu a Prova Rústica Tradentes em 2007.

Me lembro de ter ultrapassado mais um próximo do km 5. E com a música do local, que era próximo da linha de largada, fiquei mais empolgado. Foi assim até o km 8, quando minhas pernas deram sinal de fraqueza. Nessa hora, eu não sabia mais em que ritmo estava, não sabia se iria completar a prova em 1h, em mais de 1h ou menos. O objetivo era de correr em 1h. Eu só queria correr mais rápido e não conseguia e isso foi durante o km 8 inteiro. No final do km 8, tinha uma subida, bem desagradável, mas tinha um posto de água, que acabou ajudando bastante. Finalmente, a placa km 9 chegou e com ela voltou a motivação, a violência das passadas ficou maior, a respiração que já estava a mil ficou mais frequente, o calor extremo do meu corpo incomodava. Mas a fúria, a vontade de completar, a loucura para ultrapassar só aumentava. As mãos se fecharam e não abriram mais. Esse último km era uma reta com uma leve descida no começo e uma leve subida no final. Era possível ver vários alunos da academia na minha frente. O pensamento era: vou ultrapassar, não importa mais nada! A linha de chegada está logo ali! Foi assim, com muita força, vontade de parar logo, raiva, respiração não dando conta de trazer todo o oxigênio necessário e eu tentando aumentar o ritmo, tentando ultrapassar o último (último que avistei) aluno da academia. E faltando 1 quadra, mais ou menos uns 200m, para a linha da chegada, ultrapassei o último infeliz. Nessa hora, valia tudo, o povo gritando e batendo palma me deixaram mais alucinado. Eu consegui aumentar o ritmo, eu não via mais nada, só o pórtico de final de corrida. Foi assim, em um sprint doido, que completei meus primeiros 10km.

Depois de pisar no tapete, eu estava um bagaço, só queria água e ficar parado. Fui lembrar de olhar no relógio só uns 20 metros depois da linha de chegada. Fiquei contente com o tempo, que depois de corrigido, ficou em 48:54.

Nesse dia ainda recebi a notícia de que o Vanderlei Cordeiro tinha ganhado a prova masculina.
E a Márcia Narloch tinha ficado em primeiro na prova feminina.


Vídeo com um registro da chegada da Márcia e do Vanderlei

Ambos correram forte contra atletas do Kênia, muito bem treinados e recém chegados da altitude, e outros brasileiros igualmente competitivos. Fiquei muito feliz com a notícia. Aproveitei que eu também estava com o número da corrida no peito, fui passando as barreiras e cheguei na sala de premiação. Lá consegui dar um abraço no Vanderlei e na Márcia, e nessa hora veio a emoção. Ao lado de dois brasileiros vencedores, em uma prova que tive a oportunidade de correr.

E foi assim minha primeira RAGE: louca, inesquecível, furiosa, apaixonante, brutal!

É isso. Espero que todos possam sentir isso um dia!